Review: Pokémon Sword & Shield

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As grandes ondas de reviews negativas para esta nova geração de Pokémon estão trazendo uma fama muito ruim para os novos jogos da franquia, mas vendo as reviews de jogadores no Metacritic senti como se eu tivesse jogado outro jogo.

O jogo começa com você e seu rival saindo para encontrar “Leon” o campeão da região de Galar, após isso, os dois vão para a casa da mãe de seu rival para escolher seus Pokémons iniciais, um dia se passa, e após uma batalha, sua jornada começa.

Todos sabemos que 90% dos jogos da franquia Pokémon se baseiam na mesma ideia, mas aprimorando ela a cada jogo, por exemplo, sempre dois rivais, com um amigável e outro nem tanto, 8 ginásios para serem completados e no final um Pokémon lendário para ser capturado.

Mas para o público geral, isso não é um problema, pois a Game Freak coloca um capricho em cada jogo lançado e deixa com um ar totalmente novo a cada geração.

Algumas mecânicas presentes em Pokémon Sun & Moon são notadas, como a ausência de uma das coisas mais irritantes da franquia, os HMs, junto com essas mudanças, é notável que o jogo está bem mais amigável para jogadores casuais e bem menos desgastante para jogadores hardcore.

A mudança que veio chamando mais atenção na região Galar é a evolução “Gigantamax“, esse tipo de evolução faz o seu pokémon ficar enorme, com muito mais status base e ataques inéditos, mas para treinadores, além de ela ter outro nome (Dynamax), ela não é até o final da batalha, essa evolução possui uma duração específica de turnos.

Scorbunny em sua forma Dynamax

Além das novas evoluções, outra coisa anunciada pela Game Freak que chamou atenção da comunidade foi o novo método de aparição dos Pokémons, antes dessa geração, eles ficavam escondidos na grama alta nos lugares fora da cidade, nessa nova geração, em mapas abertos, eles ficam andando livremente pelas florestas e gramados que o jogo possui, em rotas eles continuam andando só pelas gramas altas, mas mesmo assim, você consegue vê-los e persegui-los, ou se necessário, fugir.

Os mapas “semi-mundo-aberto” que Sword & Shield apresentam são muito bem acabados, cada parte do mapa possui um clima próprio que vai mudando com o tempo, e assim, mudando os Pokémons que a habitam, como anunciado anteriormente pela Game Freak, o mapa de Pokémon tem o tamanho de duas regiões de Zelda: Breath of The Wild.

Esses mesmos mapas, ajudam no “fator replay” dos jogos, que é muito bem explorado, talvez o mais bem explorado da franquia. Outra adição para que o jogo se torne menos repetitivo, são as Max Raid Battles, onde você pode batalhar junto com outros treinadores para derrotar Pokémons Dynamax e Gigantamax que vão mudando a cada dia.

Outra mudança notável em Pokémon Sword & Shield, é a aparição de Pokémons de gerações passadas junto com outros inéditos da geração, mas com isso vem um dos problemas mais notáveis dos jogos, alguns só são possíveis de obter (sem trocas) na versão Sword e outros na Shield.

Mas outra coisa que o jogo facilita é a interação online, que pode ser feita pressionando um botão, e além disso pode acontecer em praticamente qualquer lugar no jogo.

Com Y-Comm é possível: trocar Pokémons, fazer uma troca surpresa (onde você coloca um dos seus Pokémons para troca, e vem um de outro treinador que escolheu a mesma opção), trocar seus cartões de treinador e batalhar online. Usando o Y-Comm notei uma das coisas mais importantes de Pokémon Sword & Shield, o Nintendo Switch foi feito para estes jogos e vice versa, um console “portátil” com um poder de processamento maior que os outros já vistos, com a opção de ser usado em uma TV ajuda muito na jogabilidade dos jogos da franquia Pókemon, pois a todo momento o jogo pode ser aproveitado, seja em um ônibus no caminho do trabalho, em uma cafeteria no seu tempo livre, ou até mesmo em casa descansando.

Marnie, uma de seus treinadores rivais.

Apesar de tantos pontos positivos, um dos problemas de Sword & Shield é a nova trilha sonora, as remixagens dos antigos efeitos sonoros é muito boa, além das músicas antigas reimaginadas para a nova geração, mas algo que deixa a desejar é a trilha sonora das novas cidades, onde efeitos sonoros são utilizados até demais e passa um sentimento de muitos sons em algo que não precisava ser ter uma carga tão pesada.

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